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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

God of War: Ghost of Sparta

Sinopse: "será 25% maior que Chains of Olympus e terá poderes e armamentos inéditos. A trama será posicionada imediatamente após os eventos do primeiro God of War e mostrará a ascensão de Kratos como o Deus da Guerra. A história revelará como o personagem ganhou suas cicatrizes, sua tatuagem e também contará fatos sobre a família do Fantasma de Esparta."

 


"Todo Fim.... Deve primeiro, Começar..."
Com essas palavras, já temos uma certa noção do que esse excelente jogo estará para mostrar.

Tenho certeza de que quando criaram o primeiro "God of War", para PS2, intencionavam apenas fazer uma trilogia. Mas o sucesso foi tanto, que outros dois jogos, ambos para PSP, foram criados: Chains of Olympus, e o atual, Ghost of Sparta.

As vezes, essas pré-continuações podem ser interpretadas apenas como jogo de marketing, sem acrescentar muita coisa a história. A meu ver, Chains of Olympus foi assim, mesmo que tenha sido um tremendo jogo, pois poderia ser ignorado, e não faria muita falta a história nem nada do tipo.
Em teze, ambos foram criados para responder perguntas e pontas soltas a respeito da história do general espartano que vendeu sua alma a Ares, em troca de serviços aos Deuses.
"Ghost of Sparta", eu estava pensando que seria apenas uma inrolação... E por boa parte do jogo, continuei com o pensamento. Porém, nele é retratado de forma surpreendente a fúria cada vez maior de Kratos para com o Olympus, e como de um simples mortal, ele conseguiu chegar a um verdadeiro ser supremo, mesmo que odeie aquilo que está se tornando.

O jogo começa(pelo menos a meu ver) não muito tempo após o fim do GoW1, com Kratos apenas tomando o posto de Deus da guerra, em meio aos Deuses, porém ainda assim não um deles. Tomado por visões de sua familia (mãe, e irmão), ele acaba indo ao reino de Poseidon, Atlantis, em busca de respostas. Lá, descobre que seu irmão, Deimos, ainda estava vivo, porém se encontra preso nas profundezas do reino da morte, domínio de Thanatos.
Ignorando os avisos de Athena, Kratos parte em busca de seu irmão, que tinha sido levado ainda criança por Ares por causa de uma profecia que visava o fim dos Deuses, o que acaba por deixar um rastro de destruição por onde ele passa(o que já era de se esperar, vindo dele...)

E mais uma vez, grandes figuras, e lugares, da mitólogia, aparecem.
Tais como: Rei Midas, Thanatos ,Atlantis, Sparta( a qual foi a mais interessante, para mim.), etc...


A magnitude com que os cenários são retratadas continua incrível, as batalhas estão ainda mais épicas (vide a luta contra o basilisco, pelas entranhas de Atlantis (ou o que pelo menos eu acho que seja um basilisko)), os golpes estão sempre, e ainda mais violentos, a riqueza de detalhes está incrível (como quando Kratos derruba um inimigo no chão, para soca-lo várias vezes, e fica completamente melado de sangue)... Enfim.

*SPOILER ALERT*

Um dos momentos mais interessantes do jogo, para mim, foi a batalha final, onde Kratos e seu irmão, Deimos, lutam contra Thanatos. É uma batalha muito intensa, que me fez pensar se não teria condições de no GoW3, a sony lançar um modo em que se poderia jogar multiplayer(como foi no caso de Dante's Inferno, com o "St Lucia Trials").

*SPOILER ALERT END*

Não achei o final tão épico quanto o do Chains of Olympus( A luta contra Persephone no Pilar que segura o mundo, e o Titan Atlas tentando destruí-lo foi absurdamente marcante).

Mesmo já sabendo onde o jogo vai terminar, foi muito interessante "vivenciar" todos os caminhos que levaram Kratos até aquele ponto, e entendendo mais de seu desprezo para com o Olympus.

Mais do que aprovado, e recomendado³.

José Fay.


Obs: Em alguns momentos, quando se tem muitos inimigos na tela, ou você está usando muitas habilidades, tem um certo "lag" no jogo. O que não é uma crítica, mas apenas uma constatação de que o jogo foi levado ao limite (ou talvez até mais) do PSP.
Obs2: Não sei se estou mal informado sobre mitologia, mas teve algumas coisas que achei meio sem sentido... Como por exemplo, o porque da porta pro reino dos mortos estar localizada em Atlantis? Ou então, porque uma magia ligada/relacionada a Poseidon, não é de água, e sim, de raios? (não deveria ser de Zeus?) Mas nada que incomode.


3 comentários:

  1. ...
    Eu já disse que um dia ainda vou roubar teu psp? '-'

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  2. E, respondendo ao seu obs...
    Na mitologia grega tem duas versões de onde seria a entrada do hades, perto do vesúvio ou para além do horizonte a oeste no oceano. Então acho que até faz sentido a entrada estar em Atlantis.
    Mas a magia de Poseidon com raios faz sentido nenhum mesmo .__.'

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  3. Ainda acho que não faz muito sentido, mas enfim...

    E bem, pelo que pesquisei, jah que Poseidon era irmão de Zeus, ele poderia usar um raio se quizesse, mas ja q não era muito a dele, ele não usava. mas poderia... o.o

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